Balanço: A economia em crise também pode ser boa para o empresário

Daniel Fernandes

28 de dezembro de 2012 | 10h32


Marcelo Nakagawa mostra como o pequeno negócio é relevante em economias que estão estagnadas

Para o professor Marcelo Nakagawa, do Insper, o recrudescimento da economia pode ser encarado de duas maneiras pelos empreendedores. Na visão do especialista, é simples pensar que com a economia crescendo menos do que o esperado, os pequenos empreendimentos sofrerão.
“Essa questão do baixo crescimento que tivemos em 2012 e a relação com o empreendedorismo pode ser entendido como o copo meio cheio ou meio vazio. Muitas vezes, o empreendedorismo faz sentido em economias que estão se desenvolvendo rapidamente porque gera muita oportunidade”, afirma o especialista. “Mas o pequeno negócio passa a ser relevante em economias que estão estagnadas ou até em recessão”, completa.
O professor usa como exemplo a Europa, onde países em recessão transformaram o empreendedorismo em política de estado, uma forma de tentar retomar o caminho do crescimento a partir dos pequenos negócios.
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“Apesar do Brasil não ter crescido aquilo que se esperava no início do ano, ainda é um país que apresenta uma série de oportunidades”, analisa Nakagawa.
Ao fazer um balanço de 2012, o professor ainda mencionou como destaque o microempreendedor individual. “O brasileiro que pensa em empreender encontrou nessa modalidade uma espécie de ‘test-drive’. Ele pode abrir um negócio com um custo bastante acessível e de uma forma bastante fácil”, conclui.
Na sexta-feira, dia 4: Marcelo fala sobre 2013

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