A Polaroid, Kodak, Nokia e a sua pequena empresa estão em guerra!

Daniel Fernandes

03 de junho de 2013 | 10h39

O que você faz para inovar?

Gota a gota o copo vai se enchendo até que em certo momento não sabemos mais qual a gota que fez o copo transbordar.  E quando transborda temos que sair correndo para saber o que aconteceu.  Neste momento pode ser tarde demais para corrigir.
A Polaroid, Kodak, Motorola e Nokia são exemplos de empresas que sofreram com este gotejamento do avanço tecnológico e agora procuram um novo horizonte. A inovação atropela grandes empresas e pequenas também e aí reside a delícia desta nossa era digital: temos que ficar muito espertos e aguçar o nosso senso de urgência. Senso de urgência para mudar rapidamente o caminho planejado, para  direcionar todo o time para algo que realmente vá “secar”  a água derramada.  É guerra, a gota não espera!
Trabalhamos, na ClearSale, com a terceira mais antiga profissão do mundo, a fraude, e  compartilho aqui nosso senso de urgência para deter a contínua tentativa de burlar o sistema. Apesar de muita tecnologia  nesta era digital, ela é hoje, o principal motivo de grandes perdas pela possibilidade da automação do processo de tentativa de fraude e facilidade de roubo de informações.
Perfil do comportamento de compra em uma grande massa de dados compartilhada com a sensibilidade do escutar o outro na autenticação são processos muito efetivos para barrar a fraude, mas mesmo assim, às vezes, a água transborda.  No menor sinal de transbordo iniciamos um processo intenso de análise de dados e, conforme a situação, uma ação de guerra.
Pare e pense agora em uma situação de guerra.  Imagine bombas caindo e o inimigo atacando 24 horas sem parar, pessoas feridas correndo, a qualquer momento tudo pode acabar! Sentiu uma necessidade de agir rapidamente e fazer algo? É este o sentimento de urgência que precisamos para inovar, fazer diferente, sair da inércia.  Ele estimula a criatividade, a inovação.
Temos a sorte na ClearSale de viver esse contexto de guerra e assim obrigatoriamente sempre estamos inovando. Recentemente tivemos que agir rapidamente novamente. Então, paramos a empresa inteira nas nossas reuniões semanais de T!erça-feira (momento para trabalhar a pessoa dentro do profissional) para falar que das 400 empresas que gerimos o risco, quatro estavam com tendência de crescimento no índice de fraude. Envolvemos todos da empresa e foi fantástico ver a quantidade de ideias que surgiram. Melhor ainda foi viver o senso de urgência na prática e disseminar ainda mais o entendimento sobre o nosso negócio.
O que eu levo para a minha empresa deste exemplo? Eu não trabalho com fraudes! Se pararmos para pensar, todos nós precisamos de um estado de guerra, de um descongelamento interno de nossa inércia para fazer algo diferente agora para mudar o futuro.  Veja o quanto de empreendedorismo que existe em Israel, o país das Startups. Lá, as pessoas já nascem literalmente nesse estado de guerra.  Esse ‘sangue nos olhos’ vale para qualquer área, pessoal e profissional. Como anda a minha saúde? Será que a bomba do colesterol não vai detonar uma guerra logo?
Será que o pipeline  de vendas é o suficiente para  atingir a meta do final de ano? Será que nos processos internos não poderia usar um pouco da avalanche tecnológica? E a mobilidade?  Esta vai mudar, e já mudou, muita coisa brevemente. Enfim, às vezes é muito saudável, mas muito saudável sentir este estado de guerra. Senso de urgência! Reúna o teu time e grite alto: Estamos em guerra!

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