A melhor técnica do mundo para mandar alguém embora

Daniel Fernandes

15 de maio de 2014 | 06h35

Rafael Mambretti escreve toda quinta-feira
Faz alguns anos e foi na Carbono Zero que vivenciei a experiência de pela primeira vez demitir uma pessoa. Até então, se alguém tinha saído da empresa era algo que a pessoa desejava (e muitas vezes a gente também), de comum acordo.
Sempre fomos (e somos), bem tranquilos e entendemos que a maior parte das pessoas que trabalham e trabalharão com a gente ficarão somente por um determinado tempo. Principalmente o ciclista entregador, essa função desgasta com o tempo e não só na parte física, mas entendemos e desejamos que as pessoas precisam e devem evoluir (ou pelo menos buscar a evolução). Se elas tiverem a oportunidade, o desejo e o perfil, podem conseguir essa evolução dentro da Carbono Zero ou em outro lugar.
Nunca é fácil desligar alguém, por pior que seja o desempenho da pessoa, por mais feedbacks e avisos que você dê. Não é fácil, porém, necessário! Por incrível que pode parecer, é necessário para a empresa e para o funcionário. Pensem como um relacionamento que não está dando certo, não encontra paz, não evolui, continuar nele prejudicará os dois, por mais que um não queira ou não enxergue (naquele momento) essa necessidade.
Já ouvi falar de várias ‘técnicas’, dicas, estudos e muitas outras coisas para minimizar esse impacto do desligamento: fazer na sexta-feira, de manhã, dia de sol, cadeira virada para janela (esses dois últimos inventados, mas poderiam passar, não?). Enfim, teorias não faltam. Escolha o que escolher, seja claro, objetivo, sincero e honesto.
No fim, sabemos que tudo passa e – como já aconteceu comigo – encontramos o ex-funcionário em um outro momento e ele está superfeliz no novo trabalho, gostando, ganhando mais, etc.
Aprendi que felicidade é algo que independe de onde você trabalha, do seu cargo, do valor do seu contra-cheque ou do
seu endereço.
Obrigado pelo tempo e atenção.
Um abraço, Rafael

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