A Hello Kitty não ser uma gata não atrapalha a marca de R$ 11 bilhões

Daniel Fernandes

28 de agosto de 2014 | 09h13

Nota atualizada às 15h19 do dia 28/9
A notícia caiu como uma bomba para os milhares de fãs da marca: a Hello Kitty não é uma gata. A afirmação, feita pela antropóloga Christiane Yano ao Los Angeles Times, pode ter surpreendido muita gente. Mas para os empreendedores, muitos e muitos deles fãs da marca, surge apenas uma questão: essa ‘descoberta’ pode afetar os negócios?
A Sanrio, empresa que fatura cerca de US$ 5 bilhões (R$ 11 bilhões, aproximadamente) com a ex-gatinha em todo mundo, não parece estar preocupada e segue firme no propósito de comemorar os quarenta anos da personagem em 2014. Algo normal, principalmente se analisarmos o desempenho da empresa nos últimos anos.
* No Brasil, cerca de 4 mil pontos de vendas comercializam os produtos da empresa.
* Em outubro, mais precisamente no dia 30, a marca vai realizar a primeira convenção de fãs da marca.
* O Museu Nacional Nipo-Americano vai realizar uma exibição da boneca, a primeira do gênero que se tem notícia.
* Atualmente, mais de 50 mi produtos são vendidos pela Sanrio em 70 países diferentes.
A construção de uma marca, como argumentam os especialistas, é um dos principais segredos do sucesso de qualquer companhia. Essa identificação com a marca, aliás, deve ser perseguida principalmente pelos pequenos empreendedores. Ter isso é um patrimônio muito valioso, como a trajetória da empresa japonesa criada na década de 1970 demonstra.
Talvez por conta dessa força, e só por causa dela, a Sanrio não tenha medo de colocar em sua página na internet a informação de que a Hello Kitty é ‘uma pequena garota com coração de ouro’, que ama preparar cookies, tocar piano e sonha em um dia tornar-se pianista ou então poeta.
Em tempo: a Hello Kitty, como diz seu próprio nome (Kitty é um jeito carinhoso ou fofo de se chamar um gato na língua inglesa), ainda é uma gata. Pelo menos foi o que a Sanrio explicou ao site Kotaku: “A Hello Kitty foi feita com os traços de um gato. É muito dizer que ela não é uma gata. Ela é a personificação de uma gata”, declarou a empresa.
Daniel Fernandes é editor do Estadão PME

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