A decoração (certa) ajuda a contar a história da sua loja

Daniel Fernandes

24 de julho de 2013 | 07h40

Juliana começou loja na porta de casa

Quando eu era criança, gostava de brincar de “vendinha”. Jorginho, meu amigo, foi meu primeiro e único sócio. Arrastávamos (sabe-se Deus como) um aparador de jacarandá da minha mãe para a calçada da casa de vila onde a gente morava e lá vendíamos um pouco de tudo que tinha na dispensa: sorvete de vitamina de Neston, bolo nega maluca que faziam lá pra casa, gelatina colorida, brigadeiro de colher.
Isso que era vontade de montar uma loja de doce.
Herdei o móvel de jacarandá e foi sobre ele que eu improvisei a primeira vitrine da Maria Brigadeiro. E como abri o ateliê em casa, porque aprendi que doce bom é aquele que sai fresco da cozinha, meus móveis e meus objetos pessoais foram naturalmente sendo incorporados à decoração da empresa e constituindo a identidade da marca.
A boa notícia é que quando me mudei para uma loja maior, tinha tudo o que precisava para deixar o lugar com a minha cara. Eu mesma coloquei, da noite para o dia, as coisas todas no lugar. Ou seja, não gastei quase nada com decoração. A notícia não muito boa é que tive que começar a minha casa do zero, pois até as panelas passaram a ser “acervo” da Maria Brigadeiro.
Eis aqui algumas coisas que aprendi nessa arrastação de móvel toda:
1) Uma empresa é um sonho de alguém. E o ambiente, a decoração ajuda a contar essa história. Quanto mais pessoais eles forem, mais único será o negócio.
2) Às vezes, mudar as coisas de lugar é tudo o que você precisa para dar uma cara nova à decoração. Aquela mesa ou cadeira que estão encostados no almoxarifado podem ganhar cara nova com um restauro ou uma pintura.
3) Móveis e objetos antigos e/ou usados são mais exclusivos e podem ser arrematados por ótimos preços em feiras de antiguidades, brechós e sites
4) Se você não quer um ambiente corporativo, opte por móveis domésticos em vez dos de escritório.
5) Não é TOC não. Um quadro torto e qualquer objeto desalinhado causa uma sensação inconsciente de desconforto. Se a ideia é proporcionar uma experiência marcante, cada detalhe conta.

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