Ferramentas para fechar parcerias: cara de pau e um telefone

Daniel Fernandes

18 de dezembro de 2012 | 07h40

O que fazer sem dinheiro?

Uma das coisas que mais nos ajudou a crescer foram as parcerias que fizemos. Quando começamos o Fashion.me (o nome nesta época era byMK, mas isso é outra história…), não tínhamos dinheiro para atrais novos usuários e então tivemos que apelar para a criatividade.
Ao folhear uma revista de moda, percebemos que o conteúdo era bem parecido com o nosso site. Aí usamos as nossas duas principais ferramentas de trabalho: a cara de pau e o telefone. Procuramos na revista pelo nome da editora-chefe e na internet pelo PABX da editora. Ligamos e depois falamos com umas três ou quatro pessoas, conseguimos contato com a responsável pela publicação.
As nossas parcerias sempre foram construídas da seguinte forma: trocar uma coisa que nós tínhamos e sabíamos que as pessoas queriam com mais usuários para a nossa rede.
Nesta primeira, propomos fazer o site deles mais social, usando as nossas ferramentas em troca de que qualquer usuário que usasse isso no site deles seria também nosso usuário.
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Deu super certo, e então fizemos isso de novo e de novo. Já formalizamos parcerias desse tipo com revistas, programas de televisão e até com celebridades. Foi desta maneira que o Fashion.me se tornou um dos maiores sites de moda do Brasil.
O nosso approach para parcerias sempre foi o de tentar achar onde o nosso negócio e o negócio do nosso parceiro são complementares. A vantagem de se ter uma empresa pequena é que é muito fácil para a gente inovar. As grandes empresas que não conseguem inovar tão rápido acabam topando a parceria como forma de parecer inovadoras para o seu público. Assim, todo mundo ganha: O empresa parceira parece mais inovadora e nós temos mais usuários.