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| 30 de novembro de 2017 | 5h 00

Otimismo na Cia. Tradicional de Comércio

Empresa acredita na volta gradativa de cenário positivo

Marco Bezzi - especial para o Estado

O ano de 2017 fez a Cia. Tradicional de Comércio refletir sobre vícios e comportamentos equivocados da empresa. É a lição mais importante do ano que passou, segundo Ricardo Garrido, um dos sócios da Cia., que tem no seu guarda-chuva os bares Astor, SubAstor, Câmara Fria, Pirajá e Original, a rede Bráz, a Lanchonete da Cidade e o Ici Brasserie. Sobre quais foram esses ajustes no comportamento que chama de “legado da crise”, o empresário elenca como mais importantes o controle do desperdício, a readequação dos cardápios nas casas que administra e a mudança de mentalidade em relação ao número de funcionários.

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Cardápios. Itens com pouca saída foram cortados nos estabelecimentos da Cia., como a Brás Trattoria

Cardápios. Itens com pouca saída foram cortados nos estabelecimentos da Cia., como a Brás Trattoria

Todo luxo na área administrativa, qualquer tipo de excesso ou pequenos e médios gastos que não agregavam nada ao cliente foram questionados pelos sócios da Cia. Excesso de embalagens e de material no ponto de venda foram revistos. “Fizemos um trabalho consciente de números de itens nos nossos cardápios. Alguns não tinham muita saída, mas mantínhamos quase no piloto automático”, relembra Garrido. “Pensamos se valia mantermos cada insumo e ingrediente. Olhamos a trajetória do cliente para entender o que não fazia diferença na experiência dele e decidimos muitas vezes tirar do cardápio.”

Entretanto, a qualidade dos produtos e do atendimento, segundo o empresário, foram pontos imutáveis, mesmo durante a turbulência. “Na crise, as pessoas ficaram muito mais exigentes. Itens como a qualidade da comida e da bebida, do atendimento e do ambiente, da organização e da limpeza são aspectos essenciais para a experiência dos nossos bares e restaurantes. São coisas que vão se manter independentemente da situação do mercado”, diz Garrido.

Apesar de enfrentar um ano em que a observação e a cautela foram necessárias, Garrido enxerga 2018 como um passo à frente nos negócios da Cia. “Este ano, dentro do bloco da crise que começou em meados de 2014, já foi um pouco melhor, especialmente com a baixa da inflação. Em 2018, acreditamos numa melhoria da demanda e numa pequena recuperação da taxa de emprego, mesmo com as eleições, que vão gerar uma incerteza em todos os empresários”, afirma Garrido. “Estamos retomando um processo de expansão. Progressivamente esperamos um cenário positivo nos próximos anos.”

Capacitação dos funcionários. Uma lição importante tanto para o pequeno quanto para o grande empresário, segundo Ricardo Garrido, sócio da Cia. Tradicional de Comércio, é o gerenciamento dos funcionários. “Nos acostumamos a trabalhar com uma quantidade muito grande de funcionários.” A justificativa de Garrido para um corte na mão de obra é a qualificação. “Cada funcionário tem um talento e uma capacidade diferente. Tivemos de ser rigorosos quanto à manutenção e à promoção de talentos. Fomos muito menos permissivos com profissionais de baixo rendimento. A noção de eficiência está ligada à qualidade das pessoas. Fizemos uma autocrítica e repensamos nosso número de funcionários. Com menos gente mais qualificada, conseguimos uma qualidade melhor e um custo menor.”

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