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Pesquisa| 23 de julho de 2012 | 17h 50

Trabalhador brasileiro está sem suporte, desengajado ou desvinculado

Pesquisa da Towers Watson mostra que apenas 28% dos profissionais têm vontade de dar o melhor de si, têm suporte organizacional e bem-estar

GISELE TAMAMAR, ESTADÃO PME

Divulgação
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Para Carlos Ortega, gestão de pessoas deve ser uma preocupação de todas as empresas

O Brasil está longe de uma situação ideal de trabalho. Estudo da consultoria Towers Watson mostra que apenas 28% dos profissionais estão altamente engajados no emprego. A maioria está desengajada (30%), sem suporte por parte das empresas (26%) ou desvinculada das companhias (16%).

A pesquisa foi feita dentro do conceito de engajamento sustentável, fundamentado por três fatores. O primeiro é o próprio engajamento, o vínculo com a empresa e a vontade de dar o melhor de si. O segundo é o suporte organizacional para proporcionar produtividade e alto desempenho. E o último, inclui o bem-estar físico, emocional e interpessoal.

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A remuneração e os benefícios não são os principais motivadores. De acordo com o consultor sênior da área de Pesquisas com Empregados da Towers Watson no Brasil, Carlos Ortega, a análise mostra que o engajamento sustentável no Brasil é mais sensível a três temas: desenvolvimento de carreira, imagem da empresa e clareza de metas e objetivos.

"Se quisermos aumentar o número de profissionais engajados e com suporte e bem-estar, é importante agir, primeiramente nesses temas. Os líderes precisam mostrar de maneira clara e objetiva, que os esforços extras criarão boas perspectivas de crescimento na carreira", destaca Ortega.

Vale lembrar que a gestão de pessoas deve ser uma preocupação de todas as empresas, independentemente do tamanho. Mas no caso de empresas de pequeno porte, muitas delas não têm uma área dedicada a definir a estratégia e ações de recursos humanos. A orientação de Ortega é para esses empresários pensarem constantemente em como recompensar, reconhecer, desenvolver e reter seus profissionais chave.

"As empresas de menor porte geralmente contam com menos tecnologias e processos de ponta como as grandes empresas, dessa forma se apoiam mais no seu capital humano como um diferencial competitivo. A vantagem dessas empresas é a possibilidade da liderança ser mais próxima e um processo de comunicação mais ágil, claro e eficiente que grandes organizações, onde a burocracia e muitos níveis de reporte podem levar a uma menor velocidade na tomada de decisão e troca de informações", comenta o consultor.

A seguir o consultor Carlos Ortega dá cinco dicas para as empresas engajarem seus funcionários:

Criar uma atmosfera de inovação
Incentive os funcionários a participarem na construção do futuro da empresa e a buscarem soluções para as dificuldades que encontram no dia a dia.

Comunicação
As recentes crises econômicas criaram em várias empresas um verdadeiro abismo entre a liderança sênior e os funcionários. Esse movimento gerou muita incerteza e ansiedade sobre o futuro. A ponte que vai estreitar essa lacuna será construída com frequentes comunicações sobre a empresa e as mudanças que veem enfrentando, mostrando que existe uma voz ativa e clara no grupo executivo.

Incentive novas ações
Tenha coragem para oferecer às equipes oportunidades para fazer trabalhos que podem estar fora de sua zona de conforto. Isso poderia dar-lhes a oportunidade de mover-se horizontalmente na organização, caso uma promoção esteja disponível. Isso irá ampliar o leque de competências dos colaboradores o que acabará por beneficiar o negócio.

Motivação
Certifique-se de que os líderes tenham as ferramentas, treinamentos e o tempo suficiente para inspirar suas equipes e deixar claro o que se espera deles. A motivação pode ser uma ferramenta poderosa para melhorar o desempenho.

Clareza
Questões como as últimas crises econômicas globais acabaram gerando incertezas e desconfianças nas empresas. O segredo está em não deixar que isso impacte na forma como os líderes se comunicam com os colaboradores, nem nos processos que mantêm o negócio andando. Neste sentido, certifique-se que há ferramentas e processos adequados - desde software a treinamentos - para garantir que os funcionários estejam tranquilos com relação ao seu papel, sabendo o que é esperado deles e que podem fazer o melhor trabalho possível.

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