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Franquia| 27 de junho de 2012 | 14h 30

Ter uma franquia do São Paulo ou Corinthians rende faturamento mensal de R$ 80 mil

Grandes clubes como São Paulo, Corinthians, Grêmio e Vasco já têm opções de franquias para empreendedores

Renato Jakitas, Estadão PME

Patricia Cruz/AE
Patricia Cruz/AE

Ganhar dinheiro com o futebol, mas sem entrar em campo, cuidar da forma física ou apurar fundamentos técnicos e táticos. Já tem empresário no Brasil que vive essa realidade. Eles são, em geral, comerciantes que apostaram em um novo filão de mercado que consolida-se nos últimos anos: as franquias de lojas oficiais de clubes de futebol.

O movimento é encampado por clubes de ponta como Corinthians, São Paulo, Vasco e Grêmio, mas até o final do ano entram em campo Botafogo, Internacional e Cruzeiro – o trio já anunciou seus projetos. Santos e Palmeiras ainda negociam o melhor formato para seus empreendimentos.

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As lojas que já funcionam têm entre 70 e 100 metros quadrados, apostam na variedade de produtos e apresentam novidades para o consumidor a cada trimestre. Ficou interessado? Para abrir uma franquia será preciso investir aproximadamente R$ 200 mil e o faturamento é de R$ 80 mil.

Início

O Corinthians protagonizou os primeiros lances no setor. Em junho de 2008, o clube fechou contrato com uma franqueadora para o início da rede Poderoso Timão. Por quase dois anos a equipe reinou sozinha, até o anúncio das operações do rival São Paulo, com a São Paulo Mania. Em seguida vieram as lojas do Vasco e Grêmio.

“Se você me perguntar se esperávamos esse sucesso todo a resposta é não”, analisa Pedro Grzywacz, presidente da SPR Franquias. A empresa recebeu do Corinthians a incumbência de administrar a empreitada. Mas para viabilizar o projeto, o clube precisou antes negociar concessões com a Nike, que fornece o material esportivo da equipe. A multinacional norte-americana teve de permitir que a SPR fabricasse itens de vestuário que seriam vendidos exclusivamente nas lojas da rede.

A Nike topou e o Corinthians turbinou sua receita com licenciamento – saltou de R$ 300 mil em 2007 para R$ 14 milhões no ano passado. Metade desse dinheiro vem dos royalties cobrados pela licença da rede Poderoso Timão. “Pagamos R$ 3 milhões em adiantamento de royalties e podemos administrar cada franquia aberta por dez anos”, explica Pedro.

A SPR funciona como a franqueadora master, o elo entre os clubes e os empreendedores. Um deles é Luciano Vasconcelos Guimarães. Ele poupou dinheiro durante nove anos, tempo em que atuou como advogado, até abrir sua primeira franquia Poderoso Timão na Rua Augusta, em São Paulo.

Ele gostou e, no final de 2011, abriu outra loja, desta vez na Avenida Faria Lima. Nos próximos meses, pretende investir em outras duas. “Quando começou aquele ‘boom’ da classe C pensei em entrar nesse nicho. Comecei a frequentar shoppings e avaliei abrir uma franquia de alimentação, uma loja das Havaianas. Mas quando vi a loja do Corinthians, analisei o mercado e optei por esse negócio”, afirma o empreendedor.

A Meltex é outra empresa que atua no segmento e administra a rede do Grêmio, que se chama Grêmio Mania. O contrato vale por seis anos. Segundo Paulo Cesar Verardi, executivo de marketing do clube gaúcho, o plano é inaugurar aproximadamente 100 lojas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e em outras regiões onde exista grande concentração de torcedores gremistas, inclusive no Mercosul.

Como ganhar dinheiro com os torcedores

Embora desponte promissor, vender para o fã de futebol é, na verdade, um negócio repleto de particularidades. Leia dicas colhidas com especialistas para não errar na escolha.

Emoção - Há quem invista em franquias de clubes diferentes. Os consultores, porém, indicam: na hora de escolher a bandeira da loja, melhor optar pelo clube do coração.
Variações - O resultado do time impacta a loja, que vende 20% a mais ou a menos, conforme o desempenho durante as competições.
Procura - O tíquete médio dentro de uma loja é de R$ 70 no verão e R$ 90 no inverno, de acordo com um levantamento realizado pela SPR Franquias.
Interior - O mercado nas capitais é grande para o segmento. Mas especialistas apontam que há oportunidades
no interior, onde o torcedor tem poucas opções.
Pesquise - Antes de optar pela franquia de um clube, saiba sobre o tamanho e os hábitos da torcida. Alguns clubes já fazem esse tipo de
mapeamento.




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