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Panorama| 11 de outubro de 2011 | 11h 07

Taxa de juros do cheque especial das empresas é a maior desde 2003

Levantamento da Anefac indica cuidado ao pequeno e médio empreendedor

ESTADÃO PME

A conta garantida, espécie de cheque especial usado pelas empresas, deve ser evitada a todo custo. Levantamento da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) indica que a taxa de juros para esta modalidade de empréstimo chegou a 6,02% ao mês (101,68% ao ano) em setembro. Trata-se da maior taxa desde julho de 2003 - era de 6,11% ao mês e 103,74% ao ano.

André Conti/AE
André Conti/AE
Outras modalidades de empréstimo não acompanharam a alta

O comportamento de alta, no entanto, não foi observado por outras taxas monitoradas pela Associação. Os juros da linha de capital de giro caíram de 2,95% ao mês em agosto para 2,79% ao mês em setembro - trata-se do menor patamar da série histórica. No caso da modalidade desconto de duplicada, nova queda: de 3,13% para 3,09% ao mês.

Os empresários, sobretudo aqueles que administram empresas pequenas e médias, devem analisar uma série de fatores antes de tomar dinheiro emprestado. Por isso, recentemente, o Estadão PME preparou um serviço que ajuda o empreendedor a tomar a melhor decisão antes de tomar dinheiro emprestado.

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Escolha adequada
A grande dificuldade de grande parte dos empresários que procuram crédito em bancos é fazer a escolha do produto certo. Independentemente da taxa de juros cobrada, é necessário ter atenção redobrada antes de firmar um acordo bancário.

Segundo Grecco, ao pensar em tomar um empréstimo para investimentos no negócio, por exemplo, os empresários devem calcular qual o tempo de retorno esperado.

“Geralmente, as pessoas já contam com o lucro que vão ter com as melhorias e se baseiam equivocadamente nisso no momento de parcelar o dinheiro emprestado. Como nem sempre o retorno é no curto prazo, fica difícil arcar com o valor das parcelas, o que gera atraso e cobrança de juros”, diz o consultor do Sebrae Luiz Ricardo Grecco, que complementa: “não existe financiamento caro. Existe financiamento inadequado”.

Previsibilidade
Ao recorrer às linhas de crédito oferecidas por bancos para financiar um investimento na empresa, alguns cuidados devem ser tomados para não comprometer a saúde financeira do seu negócio.

De acordo Grecco, consultor do Sebrae SP, o principal erro cometido por muitos empreendedores é buscar crédito em situações em que a empresa já está em uma fase financeira delicada.

“Normalmente o empresário procura financiamentos quando ele não encontra mais nenhuma solução. Na ansiedade de resolver rapidamente, ele dificilmente vai encontrar o melhor produto oferecido pelos bancos. Sem tempo para fazer uma análise correta, ele não encontra as taxas mais vantajosas”, diz Grecco.

Regularidade
Após assumir um compromisso com o banco, é extremamente importante estar em dia com o pagamento das prestações. Segundo Grecco, muitos empresários acabam cometendo um erro crasso capaz de comprometer toda a empresa.

“O maior erro é também o mais comum: fazer um financiamento para pagar outro. Na falta de fundos para cobrir as parcelas de uma dívida o empresário deve imediatamente procurar o banco para renegociar o que foi combinado e evitar a cobrança de juros”, diz o consultor.

A dificuldade de cumprir pagamentos também implica em transtornos como a execução da garantia usada no momento de tomar o empréstimo. A prudência evita a tomada de bens e, consequentemente, os transtornos que isso gera”, diz Grecco.

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