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Franquias| 25 de julho de 2012 | 12h 30

Super franqueados faturam até R$ 6 mi por mês

Gestão profissional, planejamento e senso aguçado para oportunidades compõem o perfil de grandes empreendedores do segmento

Renato Jakitas, Estadão PME

Epitácio Pessoa/AE
Epitácio Pessoa/AE
Fabiano Lot era executivo do Spoleto antes de abrir 11 unidades da marca

Eles não perdem tempo na fila de seleção da franqueadora e são abordados dentro de shoppings por corretores que alugam e comercializam pontos de venda. Conhecidos como ‘magnatas’ das franquias, integram o seleto clube de investidores que montam escritórios para gerenciar seus empreendimentos – seis a oito negócios em média que no fim do mês, juntos, apresentam movimentação financeira de deixar muitas pequenas e médias empresas para trás.

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É o caso do paulista Hugo Machado, dono de sete franquias da Flytour, rede de agências de viagens. Ele fatura R$ 6 milhões por mês, é o principal agregador de receitas da marca e pilota uma folha de pagamentos com 93 funcionários – 30 deles dedicados exclusivamente à estrutura que administra as lojas. Além de atendentes e gerentes, Machado emprega ainda profissionais de recursos humanos, especializados em finanças e até gestores comerciais.

“Não sou empresário de franquias. Sou o dono de uma empresa que tem por opção ser franqueada”, analisa Machado, que na década de 1970 trocou Bauru, no interior do Estado, pela capital atrás de uma carreira na área de marketing.

“Quando resolvi voltar, 22 anos depois, decidi que iria investir em franquia na área de serviços. Mas nunca imaginei que o negócio iria crescer tanto. Simplesmente foi acontecendo”, afirma.

Machado adota preceitos administrativos empregados por grandes companhias, como por exemplo a criação de um conselho consultivo e comitês de planejamento e governança. Por isso mesmo, ele planeja seu crescimento independentemente da ampliação da sua rede de franquias. Mesmo assim, lançar ou adquirir novas lojas é preocupação constante na rotina do empreendedor.

“A gente está exatamente agora preparando um plano de negócios para ver como será o futuro. Vamos ter novas lojas, isso é fato, sempre da Flytour. Só não sabemos quantas e onde isso vai acontecer”, conclui.

Radar ligado

No que depender de Machado, sua rede pode alcançar ou até superar em tamanho a de Fabiano Lot. Ele tem 11 franquias do Spoleto, rede de culinária italiana, e uma do Café do Feirante. O empresário planeja faturar R$ 1 milhão até o meio do ano que vem, quando duas novas unidades do empreendedor entrarão em operação.

“Estamos o tempo todo observando oportunidades. Quando algo bom aparece no radar, investimos”, conta Lot, que durante uma década atuou como executivo do Spoleto até receber o convite para juntar-se a dois investidores e iniciar a carreira de franqueado profissional. “Tenho dois sócios. Eles entram com 80% do dinheiro e eu com o conhecimento da operação. Nosso resultado é dividido por igual”, explica.

Diferente da estratégia de Hugo Machado, que focou sua atuação em uma única empresa de um segmento específico, Fabiano Lot e seus sócios querem pulverizar os negócios.

Para tanto, eles visitam feiras e estão sempre em contato com novidades.“O mercado sabe quem são os franqueados profissionais, como nós. As empresas nos procuram e oferecem oportunidades, novidades”, revela o empreendedor.

“Eu, por exemplo, fico o dia inteiro na rua. Quando entro em um shopping, os corretores e lojistas me procuram para falar desse ou daquele ponto. É um trabalho meticuloso de escolher a melhor oferta”, afirma Fabiano Lot, que mantém um escritório com seis profissionais para cuidar da operação.




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