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Economia| 25 de agosto de 2012 | 9h 56

Novo programa vai financiar pequena empresa inovadora de São Paulo

Programa São Paulo Inova, lançado ontem pelo governo, prevê recursos de até R$ 250 milhões para empresas dedicadas à inovação

JOSÉ GABRIEL NAVARRO, JORNAL DA TARDE

Du Amorim/Divulgação
Du Amorim/Divulgação
São Paulo Inova financiará projetos inovadores

 Micro e pequenas empresas dedicadas à inovação tecnológica, mesmo que ainda não tenham ganho um só centavo, podem agora recorrer ao governo do Estado de São Paulo para financiar seus projetos. Foi lançado ontem o programa São Paulo Inova, com um conjunto de três linhas de financiamento administrado pela Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP). O valor previsto para o programa é de R$ 250 milhões.

"Não é mais só nos Estados Unidos que empresas de fundo de quintal viram as maiores empresas do mundo", declarou o governador do Estado, Geraldo Alckmin. Ele se referia à linha de fomento bancada pelo Fundo Estadual de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Funcet). Nessa proposta, enquadram-se desde companhias sem faturamento nenhum (mas vinculadas a uma agência de pesquisa) até as que faturam R$ 3,6 milhões anuais.

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Elas podem receber de R$ 20 mil até R$ 200 mil de financiamento, sem juros nem correção monetária, desde que o valor seja pago dentro do vencimento, que pode chegar a 60 meses. Quem deseja se inscrever no São Paulo Inova deve entrar em contato com a Desenvolve SP pessoalmente (na Rua da Consolação, 371, 2.º andar, no centro) ou por meio do site www.desenvolvesp.com.br. A agência pode sanar dúvidas pelo telefone (0/xx/11) 3123-0464 e pelo e-mail atendimento@desenvolvesp.com.br.

Mas o que define uma empresa como inovadora? "É aquela que busca criar novos produtos ou novos processos de produção e que faz isso por meio de um processo científico. Ela deve baratear o que está à disposição da sociedade no mercado", responde o presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos.

Apesar de o São Paulo Inova já nascer em parceria com as incubadoras e parques tecnológicos distribuídos pelo Estado, Santos garante que companhias independentes também serão beneficiadas. "Vai depender da demanda", avisa.

Segundo o diretor-superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas em São Paulo (Sebrae-SP), Bruno Caetano, o tempo para se ingressar em uma das mais de 20 incubadoras de projetos vinculadas ao órgão vai de duas a três semanas. "Quem faz parte de uma incubadora sai na frente ao tentar conseguir financiamento, porque já passou por uma triagem", explica Caetano.

Quem vai aprovar ou desaprovar as empresas que recorrerem ao São Paulo Inova será um comitê gestor formado por parceiros da Desenvolve SP. De acordo com o presidente da agência, as companhias com projetos mais bem detalhados e com documentos em dia vão levar entre um mês e meio e dois meses para terem o crédito liberado.

Inovação Paulista. Também integra o São Paulo Inova uma linha de incentivo para a companhia que não desenvolve produtos nem processos produtivos inovadores, mas que incorpora novidades tecnológicas à própria empresa, tornando-a mais competitiva.

O Fundo Inovação Paulista tem patrimônio de R$ 100 milhões. Até um quarto dessa quantia deve vir da Desenvolve SP. O restante terá participação do Sebrae-SP, da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e da iniciativa privada.

Terão preferência nessa linha projetos de nanotecnologia, tecnologia da informação, fotônica e ciências da vida.

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