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Feminino| 09 de julho de 2012 | 6h 55

Mulheres ganham espaço no empreendedorismo e há marcas que permitem apenas a ela o comando

De cada 100 empreendedores iniciais, 49 têm comando feminino, aponta pesquisa global

CRIS OLIVETTE, OPORTUNIDADES

Daniel Texeira/AE
Daniel Texeira/AE
Para Silvia, mulher é mais detalhista e sabe o ue o cliente quer

 A proporção de mulheres brasileiras à frente de negócios iniciais, com até 42 meses de existência, é maior do que a média mundial. De cada 100 empreendedores iniciais, 49 têm comando feminino, aponta a pesquisa Global Entrepreneurship Monitor 2011 (GEM). A média dos 54 países pesquisados nesse grupo é de 37 empreendedoras para cada 100. No setor de franquias, segundo dados da Rizzo Franchise, a participação feminina em 2011 foi de 52%.

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Confiantes no seu desempenho, algumas franqueadoras só aceitam o sexo feminino liderando suas marcas. A Onodera Estética é uma delas. Lucy Onodera afirma que ter mulheres à frente do negócio é uma necessidade, porque deixa as consumidoras mais à vontade, e um movimento natural.

Na opinião de Aline Salvi Schmidt, franqueada Onodera há cinco anos, com duas unidades na região de Campinas, é preciso ter muito tato para lidar com o público feminino. “A mulher é um ser complexo e só outra pode realizar um serviço de acordo com o que ela espera. Trabalhamos com o sonho da mulher de ter a pele e o corpo perfeitos, nosso trabalho muitas vezes é mais lúdico do que palpável.”

Mesmo homens optam por franquear apenas mulheres. A MyGloss Acessórios está entre elas. “A proposta da empresa é traduzir as tendências internacionais de moda em acessórios. Por isso, é primordial que tenhamos uma franqueada operando a loja, pois as mulheres são mais antenadas com o tema”, afirma o proprietário Rodrigo Stocco. Além desse aspecto, o empresário destaca o perfil feminino na gestão de pessoas, “elas possuem sensibilidade ímpar”.

Antes de virar uma franqueada MyGloss, Silvia Bottasin trabalhava com transporte de estudantes. “Montei minha loja no Shopping Morumbi em agosto do ano passado.” Segundo Silvia, o sucesso no comércio varejista está diretamente associado à capacidade de vender e fidelizar os clientes. “É necessário ter uma loja arrumada, com looks bem montados, atendimento gentil, comunicação clara e preço honesto”. Nestes quesitos, acredita ela, a mulher tem melhores condições de prosperar, porque é mais detalhista e compreende o que a cliente procura.

Preocupação semelhante teve a franqueadora Carolina Gregori, dona da marca de bijuterias e acessórios Carol Gregori. Fundada em 2003, a marca virou franquia há quatro anos e hoje conta com 11 lojas licenciadas.
“Ter identificação com a marca está entre as exigências, mas o principal motivo de optarmos por mulheres como franqueadas é o contato com o público, porque é a dona da loja que deve dar sugestões às clientes.”

Já Aline diz que vê diferenças gritantes na forma de administrar os negócios entre homens e mulheres. “Vejo isso pela postura de meu marido, ele não compreende a paciência que tenho para ouvir, aconselhar e dar colo quando necessário para as minhas 30 funcionárias.”

As diferenças entre os sexos também surgem na hora de escolher o tipo de negócio para investir. Mulheres preferem as áreas de estética e beleza, comércio de vestuário, fornecimento de refeições prontas e confecções. Enquanto os homens gostam mais de atividades ligadas à manutenção e ao reparo de veículos automotores, mini mercados, lanchonetes e transporte de passageiros. Os dados são do estudo feito pelo Instituto Brasileiro da Qualidade e Produtividade, realizado em parceria com o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-SP).

O consultor Marcus Rizzo, que desde 1999 realiza a pesquisa Perfil do Franqueado Brasileiro, diz que há quatro anos notou o crescimento da participação de jovens e mulheres no setor. Nos três levantamentos já feitos, elas tiveram desempenho superior ao dos homens nos quesitos faturamento e rentabilidade das franquias.

No ano passado, por exemplo, a rentabilidade de negócios comandados por mulheres foi 26% superior ao dos homens. No caso do faturamento,a alta é de 34%.

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