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Cenário| 25 de julho de 2012 | 6h 32

Estratégias para a pequena empresa ganhar espaço no segmento musical brasileiro

Fabricantes e varejistas com destaque no setor já sabem: é preciso ter um plano bem montado para superar os desafios

Roberta Cardoso, Estadão PME

Epitacio Pessoa/AE
Epitacio Pessoa/AE
Marcelo Aziz montou a 1ª megastore de instrumentos do Brasil

O setor de instrumentos musicais ainda não encontrou uma solução para os seus problemas. Por isso, para sobreviver, indústria e varejo tentam atualmente adotar ações que efetivamente reduzam os riscos.

“Uma alternativa eficaz seria a criação de políticas internas para promover preços mais competitivos”, analisa Samy Dana, professor de economia da FGV.

A percepção de que atua em uma área com rumos incertos fez o empresário Marcelo Aziz, proprietário da rede Made in Brazil, seguir um planejamento cartesiano capaz de sustentar o sucesso de suas sete lojas – uma delas megastore.

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“Focamos nas classe A e B. A partir daí, pesquisamos os melhores lugares para instalar nossas unidades”, explica o empresário. A estratégia atual não é muito diferente da adotada 21 anos atrás. Prova de sua eficácia. “Antes de investir, fazemos pesquisas. Assim descobrimos que lojas em shoppings nos trariam benefícios porque estaríamos próximos do cliente”, diz Aziz.

E parece que o empreendedor não se cansa de planejar. Tanto que Marcelo inspirou-se até no modelo norte-americano para abrir a sua própria megastore em São Paulo. “A Made in Brazil criou a possibilidade de o cliente interagir com uma grande variedade de instrumentos, algo que não existia no Brasil, onde tudo ficava exposto e sob a supervisão de um vendedor”, diz.

Indústria

No caso das fabricantes nacionais de instrumentos, a preocupação recai na feroz ocupação do mercado brasileiro pelas marcas estrangeiras. As grandes empresas do segmento migraram a produção – em grande parte – para a China; e isso praticamente esfarelou a indústria do País, que perdeu espaço diante dos chineses.

Muitas fabricantes fecharam as portas e as que ainda resistem tentam encontrar formas para não terem o mesmo fim de suas concorrentes.

“Manter uma empresa no Brasil é muito difícil. Os produtos acabam ficando 70%, 80% mais caros do que os asiáticos”, analisa Giorgio Giannini, roprietário da Giannini Instrumentos Musicais, marca fundada em 1900. “Nós ainda temos a produção nacional e gostaríamos de fazê-la crescer como sempre.”

A Meteoro, fabricante de amplificadores, optou pelo caminho internacional. A decisão foi tomada após o proprietário da marca, José Luiz Ferreira, ter uma conversa franca com o amigo Giorgio Giannini.

Antes, a Meteoro passou por uma fase de reestruturação e práticas de gestão foram adotadas com maior vigor. “Tentamos encontrar uma fábrica que produzisse nossos produtos. Mas a qualidade não era boa. Então, decidimos abrir uma pequena filial na cidade de Guangzhou e também importar alguns componentes para a sede brasileira”, explica Ferreira, sócio da Meteoro com mais dois irmãos.

A empresa conta hoje com duas bases de produção e começa a buscar espaço no mercado internacional. “Não demos um grande salto de vendas porque a crise deixa o segmento mais comedido, mas não tivemos prejuízo”, afirma o empreendedor.

O atrativo econômico dos produtos chineses motivou a N. Zaganin, especializada na fabricação de guitarras sob medida, a intensificar sua atuação no exterior e a operar também como importadora de acessórios no País.

Ao incorporar um novo braço de atuação, a marca optou ainda pela mudança de estratégia com o objetivo de conquistar novos mercados. Além de manter a fabricação dos instrumentos, a N. Zaganin agora pretende galgar espaço com seus equipamentos. “Aos poucos estamos mandando nossos produtos para que artistas de fora do Brasil os conheçam”, explica Márcio Zaganin, revelando um pouco da estratégia que desenvolveu com a ajuda de dois sócios.




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