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Economia| 15 de agosto de 2012 | 11h 40

Empresários chegam a faturar R$ 5 milhões vendendo água de coco

Beba Rio mudou estratégia de atuação e agora investe no mercado nacional

Roberto Dumke, Especial para O Estado de S. Paulo

Tiago Queiroz/AE
Tiago Queiroz/AE
Sócios da Beba Rio mudaram o foco da empresa e agora apostam no mercado nacional

 A definição de uma estratégia sólida é fundamental  para um negócio ser bem sucedido. No entanto, foi a capacidade de adaptar um plano de negócios já estabelecido às condições do mercado que garantiu bons resultados à Beba Rio, empresa de bebidas naturais. Ao observar crescimento de 20% ao ano do mercado interno, a marca optou por lançar no Brasil as linhas de água de coco e chá branco que foram desenvolvidas para exportação. A mudança de planos levou a Beba RIO a faturar 5 milhões no ano passado e projetor um crescimento próximo de 120% em 2012. “Devemos atingir faturamento entre 10 e 11 milhões em 2012”, diz Francisco Nogueira, sócio da empresa.

A trajetória da Beba Rio começou em 2008, quando Francisco Montans e Francisco Nogueira, juntaram a vontade de empreender para criar a marca. Na época, o foco da empresa era conquistar o público estrangeiro com o nome de fácil assimilação (Rio); fazer parte do segmento de produtos naturais, que está em ascensão, e surpreender o cliente que desconhece o potencial de qualidade dos produtos brasileiros.

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Por três anos, a estratégia funcionou, mas depois foi necessário fazer uma adaptação às necessidades do mercado. “Observamos que houve crescimento do consumo de água de coco no Brasil e em 2011 resolvemos lançar o produto aqui”, conta Francisco Nogueira. O redirecionamento de caminho do negócio deu certo. Por causa das características específicas – como a quantidade reduzida de conservantes e comunicação visual acertiva – as bebidas foram bem recebidas pelo mercado interno, que hoje consome 85% da produção.  Já a exportação dos produtos para países da Europa compõe os outros 15% de faturamento da empresa, que também pretende expandir para o mercado norte-americano ainda neste ano.

Mesmo com boa saúde financeira e aceitação no mercado, a Beba Rio enfrenta algumas dificuldades do segmento. O principal gargalo, segundo Tato Malzoni, terceiro sócio da empresa, é tecer uma boa  rede de distribuidores. De acordo com o empresário, concorrer com empreendimentos de maior porte é difícil, mas não impossível.

Focando na qualidade do produto final, a Beba Rio não abre mão da excelência  e enfrenta os grandes concorrentes com uma fórmula simples: escolhendo bem os ingredientes que serão usados na fabricação de seus produtos. “As maiores companhias do mercado começaram a importar pasta de coco da Indonésia e Tailândia, que é diluída em água mineral, acrescida de açúcar e é vendida ao público”, conta Tato.

Para a empresa, o fornecimento de água de coco nacional e não proveniente de concentrado faz diferença. Os concentrados da Ásia são diluídos em dez vezes; o consumidor pode encontrar a informação na embalagem”, alerta Francisco Nogueira. A caixa com um litro de água de coco feita com insumos brasileiros custa, em média, apenas R$ 1 a mais do que as marcas que utilizam matéria prima importada.

Distribuição
 Há menos de um mês a Beba Rio oferece seus produtos aos consumidores numa loja online. Mesmo que as vendas de bebidas pela internet sejam menos comuns do que as de outros produtos, como eletrônicos, passagens aéreas e livros; Nogueira argumenta que o recurso facilita a logística da compra, ou seja, o consumidor não precisa carregar as bebidas.

A manutenção de páginas ativas nas redes sociais contribui para a viabilidade do e-commerce. Em pouco mais de um ano de atividade no Facebook, mais de 21 mil pessoas acompanharam a marca e, com o lançamento da loja virtual, se tornaram a base de clientes da empresa.




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