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Franquias| 03 de setembro de 2012 | 6h 20

Em dois anos, quase 100 mil jovens apostam em franquias para ter o negócio próprio

Estudo mostra que quase 25% dos franqueados de 2011 tinham até 30 anos. Respaldo técnico é um dos motivos que atraem esse público

Cris Olivette, Oportunidades

Paulo Liebert/AE
Paulo Liebert/AE
Pollastrini: “Aprendi a gerenciar grupo de 17 funcionários”

Estudo realizado pela Rizzo Franchise, consultoria especializada na estruturação de franqueadoras, mostra que entre 2009 e 2011 mais de 98 mil homens e mulheres com menos de 30 anos adquiriram uma unidade franqueada.

Julia Angotti, de 23 anos faz parte desse time de jovens empreendedores. Depois de concluir o curso de relações públicas e passar uma temporada no Canadá, começou a dar aula particular de inglês. “Após um tempo, meu pai sugeriu que eu abrisse minha própria escola. Pesquisei o setor de franquias e cheguei à PBF.” Agora, Julia trabalha para concluir a reforma do imóvel onde vai instalar uma unidade da franquia em Atibaia (SP).

Julia conta que tudo é muito novo para ela e que tem superado vários desafios. “Estou amadurecendo bastante. Tenho de lidar com a prefeitura, fazer cotação, solicitar orçamentos etc.” Ela considera o modelo de franquia ideal para pessoas com pouca experiência.

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“Qualquer dúvida que tenho, ligo para a franqueadora, que tem áreas de arquitetura, marketing e financeira que dão assitência. Então, é bem mais fácil do que começar sozinha.”

Segundo o diretor da Fundação Fisk, detentora das marcas PBF e Fisk, Christian Ambros, 30% de seus franqueados têm menos de 35 anos. “A Fisk já está com 54 anos e a PBF com quase 50. Temos alcançado a segunda e terceira geração de franqueados. Os avós tinham a escola, passaram para os filhos, e agora o negócio está sendo assumido pelos netos. Tem cada vez mais sangue novo chegando à rede.”

Ambros afirma que dá para ver claramente a diferença no modelo de gestão. De acordo com ele, os jovens são mais arrojados, estão preocupados com a atualização da escola, com novas tecnologias, querem participar de eventos, fazer propaganda mais agressiva e têm mais pique para buscar parceria.

“Obviamente, o fator experiência, que existe entre os franqueados mais antigos, esse jovem ainda vai adquirir. É aí que nós trabalhamos, meio nos bastidores, para prepará-los para os desafios e tendências de mercado”, acrescenta.

Para o fundador da rede Seletti Culinária Saudável, Luis Felipe Campos, a energia dos jovens é bem-vinda. Mas, segundo ele, é preciso tomar cuidado com empreendedores da geração Y. “Muitos querem ter o retorno muito rápido e, por isso, podem abandonar o negócio no meio do caminho.”

Campos considera importante que o jovem já tenha convivido com clientes ou tenha tido funcionários sob sua responsabilidade e saiba minimamente o que é uma folha de pagamento.

“Verifico se há equilíbrio entre vontade, energia e uma experiência mínima para o que precisamos. O Felipe Pollastrini é um ótimo exemplo. Apesar de ter menos de 30 anos, já teve funcionários e clientes, entende de auditoria e de negócios”, diz.

Pollastrini está com 29 anos e é franqueado Seletti há dois anos e meio. Mantém uma loja no Shopping Center 3, na Avenida Paulista, onde administra equipe com 17 funcionários. Formado em propaganda e marketing, trabalhou como representante farmacêutico e como auditor, antes de empreender.

“Estava insatisfeito com meu trabalho de auditor e achei que seria legal abrir uma franquia, porque já existe o modelo de negócio pronto.” Segundo Pollastrini, sua experiência de auditor o ajudou nas áreas financeira e contábil. “Mas isso é só um pedacinho das demais coisas que fui aprendendo no dia a dia. Agora que já tenho mais bagagem, me sinto preparado e mais confortável para ter uma segunda loja.”

O franqueado da Easy Comp Plus, Paulo Roberto Gomes Duarte, de 27 anos, começou a trabalhar com o pai em uma unidade da franqueadora quando tinha 12 anos. “Comecei distribuindo panfletos da escola, depois cuidei da secretaria e mais tarde assumi a administração.”

Duarte trabalhou com o pai até o início de 2009, quando abriu uma unidade própria em Gararema (SP). Ele passou a administrar as duas unidades em 2010, após a morte do pai. “Até o início de 2012, trabalhei com o sistema de licenciamento da marca, depois optei pelo franchise. Este modelo é mais atraente, porque oferece treinamento. Outra coisa que me atraiu é o suporte. Tenho dificuldade com balanço e com a área contábil e a equipe especializada da franqueadora me ajuda bastante”, conta.

Hoje, as suas duas unidades atendem 1.500 alunos. Duarte diz que em 2013 pretende abrir mais uma Easy Comp Plus na região do Alto Tietê.

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