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Franquia| 15 de outubro de 2015 | 6h 59

Dono de lanchonete de parede mira expansão em rodoviárias, portos e shoppings

Há dez anos Marcus de Lima trabalha para emplacar suas vending machine de croquetes que conheceu na Europa e que já lhe consumiram R$ 10 milhões

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

Há quase uma década o paulistano Marcus de Lima trabalha para popularizar sua lanchonete de parede, a Quickies, um negócio que ficou célebre em São Paulo por ocupar um inusitado espaço de quatro metros quadrados na Ladeira do Porto Geral, ponto de comércio popular de São Paulo.

Marcus de Lima que já investiu R$ 10 milhões em seu negócio inusitado
Marcus de Lima que já investiu R$ 10 milhões em seu negócio inusitado
Marcio Fernades/Estadão

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Ele conheceu o conceito dos croquetes vendidos em espaços mínimos na Holanda, onde morou, e desde 2006 já investiu, por baixo, uns R$ 10 milhões para tentar impulsionar uma franquia do gênero por aqui. Um trabalho até então em vão, mas que ele garante que está agora próximo do sucesso.

A explicação para a confiança mesmo em ano de crise, ele diz, está no acordo recentemente assinado com um novo sócio. O contrato renderá, entre outras coisas, caixa extra a Lima para expandir a marca sem se preocupar com a comercialização ou não dos contratos de franchising.

O primeiro de uma série de investimentos que ele promete daqui em diante será a inauguração no mês que vem de uma unidade da rede no terminal de embarque do Porto de Santos. Ele vai pagar R$ 70 mil em aluguel para operar a lanchonete em um local de 35 metros quadrados durante a temporada de cruzeiros do Porto, que vai de 8 de novembro de 2015 até 28 de abril do ano que vem, onde espera atender 1 milhão de pessoas.

"Quero chegar a 20 unidades próprias até o ano que vem", diz Marcus Lima, que hoje tem sete lanchonetes em atividade, todas próprias. A até então mais famosa, da Ladeira Porto Geral, fechou as portas no final do ano passado, abrindo espaço para uma empreitada bem mais ambiciosa, de 60 metros quadrados na Rua Barão de Itapetininga. Mas essa "Quickies gigante" não deve se replicar pelas ruas da capital.

"Reformulei o projeto. Agora quero crescer em lugares fechados e de grande passagem de público, exatamente como no Porto de Santos. Quero crescer em aeroportos, rodoviárias, estações de trens e shopping centers", diz ele. "A rua, principalmente em uma cidade como São Paulo, está cara demais para o meu negócio", explica.

Inspiração europeia. Tanto o modelo, quanto o cardápio de salgados da Quickies é inspirado na Febo, uma rede muito popular na Holanda, que também vende croquetes e afins em vending machines instaladas em pontos de grande circulação. Marcus de Lima, aliás, adquiriu a exclusividade na comercialização das máquinas na América do Sul, encomendadas diretamente da fábrica no país europeu.

Uma franquia da Quickies, modelo que acaba de ser reformatado por Lima, demanda aplicação inicial de R$ 250 mil, para uma loja de 30 metros a 50 metros quadrados. E para alcançar um faturamento médio de R$ 70 mil ao mês, com margem de lucro líquida na ordem em 15%, o franqueado precisa vender em torno de 1,2 mil salgados por dia - além de lanches e sobremesas de balcão, que movimentam um ticket médio maior.

"Não acho que o preço é um empecilho para a projeto de franquias. R$ 250 mil é menos que uma loja da Subway, das Havaianas ou da Crocs, que não entregam ao franqueado o número de máquinas que eu entrego. Minha operação é mais cara, em número de equipamentos, e mesmo assim é mais barata", afirma ele.

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