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Empreendedorismo| 06 de agosto de 2012 | 8h 32

Conheça o empresário que morou na rodoviária do Tietê e hoje fatura milhões

Ivo Machado passou por muitas dificuldades antes de criar a In2Sec, empresa que pretende faturar R$ 15 milhões em 2013

Cris Olivette, O Estado de S. Paulo

André Lessa/AE
André Lessa/AE

 “Pense em uma pessoa que seja fácil passar a perna. Esse era eu quando vim morar em São Paulo, no começo de 1996”, relembra Ivo Machado. Hoje, aos 36 anos, esse mineiro de Cachoeira de Minas é proprietário da In2Sec, empresa especializada em inteligência aplicada à segurança da informação.

Fundada em 2006, a companhia registrou crescimento de 104% em 2011. Com sede em São José dos Campos e filial na capital, a In2Sec tem 30 funcionários. “Temos profissionais que entendem as motivações dos hackers e dominam as tecnologias usadas para invasão dos sistemas das corporações, o que é essencial para fazer a proteção.”

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Com pouco mais de seis anos de fundação, a In2Sec atende empresas brasileiras de todos os portes e de diversas áreas, além de possuir dois clientes internacionais. “Conquistei um cliente americano durante uma viagem para os Estados Unidos, onde fui participar de feiras e eventos de novas tecnologias. Já o cliente inglês nos procurou por indicação da empresa americana.”

Para chegar até aqui, Machado percorreu um árduo caminho. “Primeiro ‘morei’ na rodoviária do Tietê assim que cheguei a São Paulo.”

Nos dez anos seguintes exerceu diversas atividades. “Eu comprava peças, montava computadores e levava para vender em Minas. Também fiz consórcio de computadores.”

Para obter certa estabilidade foi aconselhado por um tio a entrar para a Polícia Militar. “Fiquei na PM pouco mais de quatro anos, nesse período fiz a faculdade de análise de sistemas.” Depois, trabalhou em empresas como HP, Nextel e Comgás até criar a sua própria.

A In2Sec foi montada num canto do quarto de sua casa. “Nos seis primeiros meses meu orçamento era restrito. Eu comia um pingado no café da manhã, uma coxinha com suco no almoço e outro salgado e uma barra de chocolate no jantar.” Segundo ele, seu maior erro foi ter utilizado todo o limite do cheque especial e dos cartões de crédito nesse período. “Isso fez com que a operação da empresa fosse mais difícil do que deveria ter sido.”

Para quem aspira empreender, Machado alerta sobre a importância de ter apoio financeiro. “Isso pode ser obtido de várias formas, desde bancos a órgãos como o Sebrae, que oferecem ótimas condições para pequenas e médias empresas.” Ele ainda ressalta a necessidade ter profundo conhecimento sobre a área de atuação. “Isso é primordial e faz toda a diferença.”




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