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Economia| 10 de julho de 2012 | 6h 29

Com inovação, têxteis enfrentam concorrentes da Ásia e faturam até R$ 4 milhões todos os meses

Pequenas fabricantes apostam na criação de novos produtos e conseguem faturar até R$ 4 milhões por mês

Renato Jakitas, Estadão PME

JF. Diorio/AE
JF. Diorio/AE
Empresário apostou na inovação e, assim, conta com clientes como Osklen e Redley

Espremidas pela disputa entre os grandes grupos nacionais e fabricantes asiáticos – sobretudo chineses –, as pequenas e médias indústrias do setor têxtil começam a buscar na inovação uma saída para se desgrudar da concorrência e incrementar o faturamento do setor.

Com produtos de alto valor agregado, elas pilotam iniciativas que estão na vanguarda do desenvolvimento de novos produtos, fornecem para marcas de prestígio e projetam crescimento na casa dos dois dígitos. De quebra, ainda contabilizam faturamentos que podem chegar a R$ 4 milhões todos os meses.

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Esse é exatamente o caso da mineira Fitas Britânnia, que opera há 20 anos na cidade de Barbacena (MG). A empresa abocanha R$ 4 milhões mensais produzindo fitas rígidas e elásticas, laços, flores e aplicações para marcas de lingerie, moda e decoração.

Dona de uma carteira com 1,8 mil clientes ativos, a Britânnia fornece para marcas como Victor Hugo, Hope, DeMillus e Valisere. “Todo mundo compra da gente”, afirma Rebeca Veloso, filha dos sócios Mark Shaw e Ana Cristina Veloso, os fundadores da empresa. “Nós investimos muito em novidades. Mantemos um ritmo de quatro coleções anuais, antecipando o que vai ser a tendência daqui a dois anos. Como nós, no mundo, não existe ninguém. Nem na Europa, muito menos na China.”, destaca.

Com um portfólio de 1.200 produtos, a empresa mineira cresceu 28% em 2011 e, para 2012, projeta a elevação de 20%, cifras que já refletem a desaceleração na economia como um todo. Um cenário de queda nos negócios que, de uma maneira geral, é esperado por todos os empresários do ramo, inclusive Paulo Abdalla, que há 10 anos criou a HJ Têxtil justamente para fugir da briga com os chineses.

De origem síria. Abdalla é a terceira geração da família à frente de uma empresa de tecelagem. Ele acompanhou de perto o início da entrada dos importados asiáticos no país, que no ano passado foi o principal responsável pelo déficit de US$ 4,75 bilhões na balança comercial do setor (cerca de R$ 9,65 bilhões), segundo dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil (Abit).

“Não dá para bater de frente com os chineses. Eles vendem por aqui uma camiseta pronta pela metade do preço do nosso tecido. O jeito é buscar um diferencial e atuar nisso com muita competência”, destaca Abdalla, que atualmente comercializados para marcas do porte de Osklen e Redley. “A gente só trabalha com produtos de ponta, matérias-primas como fibras de modal e de liocel, que é extraída da polpa da madeira.”

Ao contrário do que faziam seu pai e avô, que tinham no chão de fábrica o principal filão, Abdalla terceirizou 90% da produção e voltou-se quase que exclusivamente para a criação. “Quase não somos mais uma indústria. A gente se tornou uma empresa de inovação”, diz ele, que projeta crescer entre 10% e 15% este ano. “No ano passado, nossa evolução foi de 25%.”

Outro exemplo de diferenciação no mercado vem da paulista Mônica Boock, sócia da E-Tex, que desenvolve e produz tecidos 100% reciclados para a indústria da moda.

A empresa estabeleceu uma rede cooperativista para comprar retalhos de confecções Brasil afora, reciclar o insumo em fios em sua fábrica em São Paulo e, posteriormente, transformar o produto em rolos de jeans e de malharias que seguem para marcas como Le Lis Blanc e TNG.

Dessa forma, a empresa deve faturar R$ 1,2 milhão em 2012, um crescimento de 20% em comparação a 2011. Os desafios da empresa, diz a empresária, passa por convencer o governo em oferecer incentivos para quem atua com esse nicho - “a isenção de impostos sobre o retalho adquirido, por exemplo” - e ampliar o espaço dos tecidos reciclados nas coleções das marcas. “Tivemos de apertar nossas margens para 6% a 7% porque o preço do produto ainda é alto”, destaca.

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