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Encontro PME| 19 de agosto de 2015 | 7h 05

As histórias de quem começou a empreender mesmo na crise de 2015

A quantia investida não importa; a crise, também não. O importante para eles é acreditar naquilo que podem construir

ESTADÃO PME



A crise político-econômica não impediu um grupo de empreendedores a investir, entre R$ 6 mil e R$ 1,2 milhão, no próprio negócio. No próprio sonho. O Estadão PME conversou com empresários de negócios inaugurados este ano. Cada um deles explicou porque nem sequer os indicadores da economia adiaram seus planos de investimento e seus sonhos.

Negócio próprio ainda não é o ganha pão de casal
Negócio próprio ainda não é o ganha pão de casal
Divulgação

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A oportunidade de criar um novo segmento de entretenimento e uma nova ferramenta corporativa para as empresas foi o que motivou Jeannette Galbinski, Márcio Abraham, José Roberto Szymonowicz e Karina Papautsky a investirem R$ 1,2 milhão – com recursos próprios – no Escape 60. A proposta do espaço, inaugurado apenas em junho, é reunir grupos de pessoas em salas temáticas para solucionar enigmas cuja duração é de 60 minutos.

Para José Roberto, esse modelo atrai pessoas que buscam eliminar o estresse pelo entretenimento e, principalmente, empresas que fizeram cortes, por exemplo, e precisam reagrupar o time. “A procura está bem forte”, diz o sócio. ‘Forte’ significa, para José Roberto, agenda lotada para quatro fins de semana. Já durante a semana, ainda é possível conseguir espaço.

O êxito atual motiva uma expansão acelerada do negócio. A meta é abrir de 10 a 15 unidades, entre franquias e espaços próprios, ainda neste ano. No horizonte de três anos, o potencial é de 100 localidades. O investimento começa em R$ 300 mil para quem se interessar em abrir uma franquia da marca. 

Ao contrário dos sócios do Escape 60, o casal Flávia Couto e Felipe Moraes resolveu investir no próprio negócio com apenas R$ 6 mil. Com essa quantia, eles criaram a Takobike, uma ‘food bike’ que serve o takoyaki – bolinho grelhado japonês com recheio de polvo (pode ser feito em outros sabores). 

Por enquanto, a Takobike é um projeto paralelo do casal de empreendedores. “A operação de uma bike é muito justa, pequena. Não adianta ter pressa”, analisa Moraes, que começou o negócio com a namorada porque ambos gostam de cozinhar e o prato fazia muito sucesso entre os amigos. 

Para simplificar, eles projetaram a bicicleta para não depender de um apoio motorizado. “A bike é funcional, geralmente a gente vai e volta pedalando”, conta Moraes.
 
Tendência 
A onda dos negócios itinerantes também despertou o interesse da designer de moda e empresária carioca Gabriela Heringer, que decidiu abandonar o emprego e apostar todas as fichas no Studio Lily, uma proposta de floricultura que faz arranjos personalizados. O negócio já funcionava desde 2013, mas não era o foco principal da empreendedora e de seu marido – Leonardo Nicolay é parceiro na empresa. Gabriela não revela o valor do investimento inicial, mas garante que foi baixo, uma vez que a empresa começou dentro de uma Kombi toda estilizada. 

Grávida de três meses quando decidiu, em maio deste ano, se dedicar integralmente ao negócio idealizado por ela, Gabriela se diverte relembrando a história da mudança. “Provavelmente, vou ser a primeira grávida na história deste País a deixar o emprego fixo e empreender. Enquanto empreendedor você trabalha muito mais, não pode recusar nenhum trabalho. Em um mês, conseguimos fazer um montante de dinheiro, mas tem que trabalhar muito”, conta a empresária. O Studio Lily fatura entre R$ 20 mil e R$ 30 mil ao mês. Crise? O negócio parece ser acreditar no sonho.

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