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| 30 de agosto de 2013 | 6h 50

O fracasso o tornou rei do sabonete

Peter Paiva começou mal nos negócios, mas ele soube recomeçar e hoje é referência no mundo do artesanato

Gisele Tamamar, Estadão PME

Márcio Fernandes/Estadão
Márcio Fernandes/Estadão
Peter Paiva diz que não se arrepende de nada que fez

A primeira experiência empreendedora de Peter Paiva não deu certo. Sem noção alguma de administração, a loja Além da Imaginação, aberta com uma amiga quando cursava a faculdade de arquitetura, fechou as portas quatro anos depois. Cheio de dívidas, Peter encontrou nos sabonetes coloridos um caminho promissor. Em 14 anos de atuação, 18 mil pessoas já fizeram o curso para aprender sobre os mais de mil tipos de sabonetes criados por Peter – hoje referência no artesanato.

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Ninguém da família atuava ou tinha como hobby os trabalhos manuais. A criatividade e a habilidade surgiram naturalmente. “Sempre gostei muito de criar. Aos 17 anos estava fazendo textura na parede, pátina nos móveis”, lembrou. As criações com sabonetes começaram quando ele tinha 21 anos e transformou uma barra branca, uma transparente, além de essências e corantes, em um sabonete todo diferente.

Mas o trabalho do empreendedor começou a ficar conhecido quando ele ensinou, pela primeira vez, a fazer sabonetes em um programa de televisão apresentado por Claudete Troiano. “Não tinha ateliê, não tinha curso, não tinha nada. Só soltei a possibilidade”, contou.

Logo depois, Peter resolveu passar quatro meses na Suíça, na casa de uma amiga, para trabalhar e estudar. Juntou o dinheiro da passagem e embarcou com mil euros. “Quando fui para lá, levei uma caixa de sabonetes e as pessoas adoraram. Quando voltei, falei: ‘vou investir nisso’”, relembra.

As participações nos programas de televisão continuaram e o espaço de 20 metros quadrados para os cursos ficou pequeno. Peter também começou a vender matéria-prima até ganhar a confiança da indústria para lançar sua própria linha, que responde pela maior fatia do faturamento – R$ 2 milhões no ano passado.

O empreendedor de 35 anos ainda fatura com a venda de livros, DVDs, apostilas e cursos. E as aulas que organiza, claro, são muito concorridas, com alunos de vários lugares do mundo, da França ao Japão.

Peter também criou um esquema de lojas autorizadas. Existem quatro unidades desse modelo, além da matriz. Com investimento entre R$ 45 mil e R$ 55 mil, Peter afirma que as parceiras conseguem o retorno do investimento em seis meses, já que o contrato prevê uma taxa de marketing (entre R$ 800 e R$ 1,2 mil), mas exclui a cobrança de royalties e a exigência de compras mínimas. Mas não é qualquer pessoa que pode abrir um Armazém Peter Paiva.

As empresárias parceiras são escolhidas a dedo. Elas vão vender a matéria-prima da marca na loja, mas suas próprias criações de sabonetes. “Nós escolhemos alunas que estão fazendo sabonetes com sucesso e servirão de exemplo para outras pessoas”, explica.

Diante de sabonetes dos mais variados tamanhos e formas, Peter enfrenta a resistência de algumas pessoas, que relutam em usar os produtos. “O muito belo tem cara de decorativo. Também focamos no que as pessoas não estão vendo: na qualidade, na espuma, hidratação, na durabilidade. Até falar que o sabonete tem validade é importante para o cliente entender que tem que usar porque ele vai acabar de qualquer jeito”, destaca.

Hoje, Peter continua a perseguir ainda outros desafios: fazer um sabonete de R$ 80, o preço mais alto que viu alguém cobrar. “Um dia vou vender um sabonete com esse preço. Já vendi a R$ 64, era um sabonete de Natal”, contou.

Um acerto
Peter Paiva nunca teve medo de dividir e considera esse fato como um acerto que o ajudou a chegar onde chegou. “As pessoas me perguntam: ‘você não tem medo de ensinar e amanhã não ter mais ideias?’ Eu digo: não!” O empresário já criou mais de mil tipos de sabonetes e ensina as receitas na televisão, em apostilas e tem mais de 500 vídeos em seu site.

Um erro
O empresário diz que não se arrepende de nada que fez, mas em alguns casos se deixou levar pela empolgação e não parou para colocar os pés no chão e avaliar suas metas. “Muitas vezes, a gente perde tempo fazendo coisas enormes e maravilhosas, mas que não faziam parte da nossa meta naquela hora e isso pode influenciar no resultado final”, afirma.

Uma dica
Valorizar o resultado do trabalho é importante, mas Peter afirma que é preciso cuidar da sua imagem. “Quando você está vendendo alguma coisa, 50% você está expondo o produto e 50% você. Seu jeito de falar, se o sapato está limpo, sua segurança fazem a diferença”, diz. Peter também chama atenção para os cuidados com a parte administrativa do negócio.

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